Por Flávia Pantoja Strafacci
A problemática em questão é muito seria, pois atinge um numero de violência inacreditável, independente de raça, cor e/ou nível social. Segundo 'O Guia básico dos Direitos da Mulher e procedimentos em casos de violacao', pelo Deputado Antonio Bulhões, elaborado em Brasilia, no ano de 2009, as estatísticas são assustadoras:
-23% das mulheres brasileiras estão sujeitas à violência domestica.
- A cada 4 minutos, uma mulher é agredida em seu próprio lar por quem mantem relação de afeto. Isto significa 360 agressões por dia ou 130.000 por ano.
- Registros de delegacias especializadas em crimes contra a mulher indicam que 70% dos incidentes acontecem em casa e o agressor é seu próprio marido ou companheiro.
- 40% dos casos de violência resultam em lesões corporais graves decorrentes de socos, tapas, chutes, amarras, queimaduras, espancamentos e estrangulamentos.
- O Brasil perde cerca de 10,5% do seu PIB anual em decorrência da violência domestica.
Lembrando que esses dados são baseados em pesquisas e registros em delegacias, portanto, não é um numero exato; por sabermos que muitas mulheres jamais declarariam terem sido agredidas alguma vez, há probabilidade desse numero ser ainda maior!
Por que nos dias de hoje, com tanta informação, e leis isso ainda ocorre? Ignorância? Medo? Vergonha? Dependência financeira? Dependência psicológica? Creio que, em muitos casos, é a junção de vários fatores. Dessa forma, a primeira etapa a ser concluída aqui é o esclarecimento - deixar a ignorância de lado. Saber, antes de tudo, o que é considerado Violência Domestica?
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